A área do município corresponde a 514,8 Km², compreendendo 41,78 km² de área urbana e 472,02 km² de área rural. Faz divisa, ao Norte, com os municípios de Pinhalzinho, Pedra Bela, Monte Alegre do Sul, Vargem e Extrema (MG); ao Sul suas divisas são os municípios de Atibaia e Jarinú; a Leste Piracaia e Joanópolis; a Oeste Itatiba, Tuiuti, Morungaba e Amparo.
O relevo da cidade é bastante acidentado com altitudes médias de 850 metros, integrando a região denominada planalto cristalino. Destacam-se as elevações locais: Arraial, Anhumas, Guaripocaba, Bocaina e do Lopo, sendo que esta última atinge 1710 metros de altitude.
A região bragantina apresenta características do clima subtropical, com temperatura média anual de 22º C, precipitação média anual de 1600 mm, com maiores índices de chuva no mês de janeiro e menor índice em agosto.
A hidrografia da região é composta pelas bacias dos rios Jaguari e Atibaia, havendo uma enorme quantidade de lagos e lagoas naturais e artificiais.
A localização geográfica da cidade contribui para a integração com outros centros urbanos. Está a 89 km de São Paulo, 59 km de Campinas, 65 km de Jundiaí, 97 km de São José dos Campos, 161 km de Santos, 410 km da cidade do Rio de Janeiro e 480 km de Belo Horizonte.
Na história oficial, Bragança Paulista foi fundada em 15 de dezembro de 1763 pelo casal Antonio Pires Pimentel e Dona Ignácia da Silva Pimentel, mas há necessidade de lembrar que as terras bragantinas eram passagens de bandeirantes, desde 1601, com a finalidade de explorar o sertão brasileiro a procura de ouro, prata e pedras preciosas, há relatos da passagem das bandeiras de André Leão, Fernão Dias Paes Leme, Francisco de Souza e Bartolomeu Bueno, que faziam pouso no morro do Lopo.
Os fundadores do município, Sr. Antonio e D. Ignácia, doaram as terras para a construção de uma capela no topo de uma colina, entre os ribeirões Canivete, a oeste, e Inhaúmas, a leste. A escritura da doação do terreno foi passada a 15 de dezembro de 1763 (dada considerada atualmente fundação do município), recebendo o nome de Conceição do Jaguary. Em 13 de fevereiro de 1765 o povoado é reconhecido e recebe o nome de Distrito da Paz e Freguesia de Conceição do Jaguary. Em 1775 Conceição do Jaguary foi elevada à categoria de Vila, sendo denominada Vila Nova Bragança, deixando de pertencer a Atibaia. A Vila Bragança prospera e em 20 de abril de 1856 é elevada à categoria de cidade pela lei provincial nº. 21, recebendo o nome de Bragança. Em 30 de novembro de 1944, passou-se chamar Bragança Paulista para diferenciar da cidade do estado do Pará que tem o mesmo nome.
O século XIX foi de grande evolução para o recente município. No início deste século a cidade já possuía comércio, profissionais liberais, Colégio Bragantino (primeiro estabelecimento de ensino, fundado pelo professor José Guilherme Cristiano) e posteriormente o Grupo escolar Jorge Tibiriçá, Clube Literário Bragantino, imprensa, clube de escravos (o primeiro no gênero em todo o país), estrada de ferro, serviço de água encanada (abastecendo, inicialmente a Rua Direita e a do Comércio).
O século XX continua sendo de suma importância para a evolução do município. No início deste século habitam na cidade 5682 imigrantes, vindos da Itália, Espanha, Portugal, África, e outras nacionalidades.
A vinda de indústrias, o aumento do comércio, construções de escolas, asilo, teatro, cinema, hotel, são evidências de que a economia bragantina era equilibrada (em plena crise do café), percebe-se que a administração pública tinha zelo em administrar a cidade.
Na segunda metade do século XX a economia do município fica estagnada - são os anos da desaceleração, da introspecção. A inauguração da Rodovia Fernão Dias é um dos principais motivos para esta situação, pois facilitava o acesso da população e dos moradores das cidades do sul de Minas Gerais à cidade de São Paulo. Outros motivos também explicam sua estagnação, mas não são tão relevantes quanto à construção da citada rodovia.
Outros acontecimentos importantes ocorreram no município, com impactos positivos e negativos. Entre eles podem ser citados como exemplos de impactos negativos a perda de território municipal, em favor dos então distritos de Pinhalzinho, Pedra Bela, Vargem e Tuiuti e a descentralização da economia, já discutida anteriormente. São exemplos de impactos positivos, por sua vez, a elevação de Bragança Paulista a condição de Estância Climática, a construção de uma universidade pelos frades franciscanos (USF - Universidade São Francisco) e o reconhecimento do município como sede de região.
Texto: Valéria de Cássia Camargo
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