sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ações que a escola deve realizar para assumir um compromisso com a Educação Ambiental



         A educação ambiental, diferente do que muitas pessoas pensam, não trabalha só a questão da preservação da flora e da fauna mas sim a questões humanas, sociais, de relações entre o homem-natureza e este com seu semelhante, baseado nos princípios de respeito, autonomia, responsabilidade e democracia. Trabalhar a questão ambiental é refletir sobre o modo de vida que levamos, sobre o consumismo que nos governa.
Para que a educação ambiental se efetive, deve estar voltada para questões sócio-ambientais,  para a construção de uma sociedade sustentável, uma sociedade que satisfaz suas necessidades sem diminuir os recursos naturais. Portanto é necessária uma urgente mudança de posturas, por parte de nós cidadãos.  É preciso que o poder público invista mais nas questões ambientais desde a educação infantil até a educação de nível superior.
O que muitas vezes acontece é a falta de interesse por parte de alguns professores que desenvolvem projetos de educação ambiental em suas salas somente  porque são ordens superiores, trabalhando de forma insatisfeita para cumprir o currículo.
O papel do professor, seja de qualquer segmento de ensino, é ser o provocador, o questionador, seu dever é instigar nos alunos a curiosidade ao assunto, para que os mesmos se transformaram em cidadãos ativos, participativos, críticos no processo da construção de uma sociedade igualitária e justa. Não é uma tarefa fácil trabalhar com a educação ambiental, pois esta pede mudanças de atitudes também por parte do professor, não só no desenvolver de um projeto, é preciso incorporá-las as ações cotidianas para que essa mudança ocorra.
Para despertar o interesse de seus alunos, o professor poderá realizar uma sondagem com os mesmos para levantarem as problemáticas locais, seja na própria escola, no bairro, na comunidade, pois o interesse será maior trabalhando com a realidade que eles conhecem e assim serem sujeitos ativos na mudança desta.
          Se todos nos reunirmos em prol da questão ambiental de forma correta, certamente desaparecerão muitos de nossos problemas atuais seja no âmbito emocional, social, econômico, físico e outros, e então estaremos participando de uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária.
Texto: Valéria de Cássia Camargo

O comportamento do homem moderno, nas organizações, no mundo da virtualidade

 
Atualmente o mundo virtual está inserido em nosso cotidiano de modo que nos parece vital. Vivemos a cultural digital. Utilizamos o mundo virtual para fazer um pagamento, comprar um produto, estudar e até mesmo para arrumar um namorado.
As crianças já nascem neste mundo, vivem plugadas. E o que as escolas estão fazendo com os conhecimentos que as crianças estão trazendo para sala de aula, e como fica o currículo?
Os educadores não podem esquecer que a linguagem tecnológica faz parte da vida de nossos alunos. Muitas vezes o professor não interage com as novas tecnologias, mas a geração digital nos mostra modos diferentes de agir, pensar, interagir, atuar. Não se concentram em uma única tarefa por muito tempo, buscam diferentes fontes de informações, querem respostas imediatas.
Portanto é preciso enriquecer as práticas pedagógicas com conhecimentos que os alunos trazem, ser provocadores, aprofundar-se mais. É importante ir além do que já conhecem.
Para isso é preciso uma estrutura organizacional em que se criem estratégias para a formação continuada dos professores, pois este deve ser conhecedor de sua área de atuação, recriando o currículo a U.E, para que possam ser planejadas e desenvolvidas ações que  ajude o aluno a sistematizar os conhecimentos que possuem em relação ao mundo virtual. Para que o conhecimento cientifico se integre ao seu cotidiano, é preciso uma intencionalidade pedagógica, que torne as aulas algo vivo que atenta as distintas necessidades de aprendizagens.
Texto de Valéria de Cássia Camargo

Atraso no desenvolvimento da fala pode levar a problemas psicológicos?

 

 1182 Atraso no desenvolvimento da fala pode levar a problemas psicológicos?


Crianças que desenvolvem a linguagem tardiamente não estão em risco de desenvolver problemas emocionais e comportamentais na infância e na adolescência, afirma um estudo feito pela Universidade de Western Austrália, publicado no periódico Pediatrics.
Este é um dos primeiros estudos a acompanhar crianças com desenvolvimento tardio da linguagem. A pesquisa faz parte de um estudo amplo – feito durante muito tempo com um grande número de entrevistados – e que acompanhou esses indivíduos até a adolescência.
“Indivíduos com desenvolvimento tardio da linguagem realmente têm alguns problemas emocionais e comportamentais quando bebês – até os dois anos de idade –, mas esses problemas não se mantêm ao longo do tempo”, diz Andrew Whitehouse, líder do estudo. “Acompanhamos esses indivíduos até os 17 anos e não observamos diferenças entre esses adolescentes e outros que haviam desenvolvido a linguagem no tempo médio esperado.”
Alguns problemas comportamentais e emocionais durante a primeira infância se dão principalmente pelas dificuldades psicossociais ligadas ao fato de não conseguirem se comunicar e a consequente frustração. Mas assim que essas crianças atingem o padrão de normalidade de verbalização – ou seja, durante a idade escolar – esses problemas parecem ter remissão.
“Ter um filho saudável, mas que não fala com a mesma fluência que outras crianças na sua idade, pode ser estressante para os pais. Mas nosso estudo indica que eles não devem se preocupar com que isso possa comprometer a vida futura de seus filhos. A maioria dessas crianças vai alcançar o nível de normalidade da fala quando começar a interagir com outras crianças”, diz o pesquisador que lembra que isso não quer dizer que não haja crianças que tenham problemas futuros ligados à linguagem.
“Claro que há crianças que têm dificuldade com a fala e que persistem após o início da vida escolar e, sim, esses indivíduos podem ter outros problemas psicológicos se não forem acompanhados por um profissional especializado”, alerta Whitehouse. Por isso, diz, é preciso que os pais observem esse comportamento nas crianças saudáveis – que já estão interagindo no ambiente acadêmico e continuam com problemas de comunicação – e procurem auxílio o mais cedo possível.
Com informações da Pediatrics.
* Publicado originalmente no site O que eu tenho.