Infelizmente na sociedade em que vivemos o preconceito continua muito latente. A questão do preconceito vai além da questão étnica, é a que se torna mais evidente pra sociedade, pois os outros tipos de preconceitos estão enraizados dentro de muitos cidadãos. O pior de tudo é que não se dizem preconceituosos, por ver-se livre da discriminação racial.
O que ainda continua como uma trave nos olhos de muitas pessoas são os outros tipos de preconceitos que existem: por classe social, credo, opção sexual, grupo que pertence etc. São tantos os tipos que existem e a cada dia que passa aparecem outros tantos.
Nenhuma criança nasce preconceituosa ela se torna preconceituosa com o que sua família passa como verdades pra ela, são os juízos de valores que costumam ouvir em seus lares. E quem devemos culpar? Esses pais também receberam juízos de valores de sua família.
No decorrer da história foram muitas tentativas de definições para explicar porque um individuo é melhor que o outro.
Começando pela metafísica, em que Platão via a realidade onde residiam as essências de todos os seres no mundo material, em que alguns seres humanos se aproximam mais do modelo perfeito e outros não. E assim por diante passando por diferentes épocas e definições, sempre tendo um modelo de cultura que se acreditava superior as demais.
A quebra desses conceitos começa a serem revistos no século XX, quando muitos modelos de condutas começam a serem mudados: nas artes, na política, na opção sexual, relação de gênero etc.
A educação também começa a mudar. A educação tradicional, a qual encaixava os alunos em padrões absolutos e abstratos de inteligência, competência e sucesso, começa, também a rever seus paradigmas, abrindo caminho para uma convivência humana menos preconceituosa, com aceitação as diversidades humanas e possibilidade de inclusão a todos.
Os grupos vitimas de preconceitos, atualmente já conhecem mais seus direitos, rejeitando a imposição do poder, e as verdades ditas únicas, todavia com muita à aperfeiçoar e mudar.
O grande desafio do século é o campo da ética: construir, coletivamente, projetos educacionais com novos padrões, não mais metafísicos, mais sim democráticos e igualitários, sem que estes compactuem com as desigualdades e opressões convivendo na diversidade com a igualdade.
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