sábado, 12 de março de 2011

Sujeitos e saberes da Educação Indígena


O texto do curso Diversidade e Cidadania, Módulo 3 Unidade 3 “Sujeitos e saberes da Educação Indígena” traz outras visões que os livros didáticos não mostram, como é o caso das grandes cidades que existiram na floresta amazônica, e que a sua população (indígena), não era considerada como tal e sim como quase animais. O desrespeito com os povos indígenas começa aí, quando os consideram como quase animais. Ao invés de buscar o conhecimento que os mesmos possuíam sobre a gestão da floresta, valorizando todos os seres que lá viviam, o que aconteceu realmente foi a devastação dos recursos renováveis e não renováveis da terra, tudo submetido a lógica do lucro e da aniquilação necessária para obter-se esse lucro. Alegavam que o índio deveria se aculturar e esse processo de aculturação dos povos indígenas levou-os a perder suas identidades étnicas e posteriormente o extermínio de milhões de indígenas.
Outro ponto que também julgo ter ficado bem claro no texto, que no Brasil, não houve interesse em valorizar a cultura indígena, como nos mostra a legislação do Império e a legislação da República: a primeira permite ao índio continuar existindo, porém indefinidamente, e a segunda para o índio existir ele deve se tornar cidadão, ou seja, deixar de ser índio. Só com a Constituição de 1988, os povos indígenas são considerados uma minoria diferenciada e que devem ser respeitados na suas diferenças.
A questão da ação educativa dos índios, também mostra como a cultura indígena foi rejeitada: o que se pretendiam era projetar uma disciplina na mente e no corpo para capacitá-los a serem úteis para a pátria, submetendo-os a aquisição de conhecimentos, capacidades, valores, modelos culturais e estilos de vida que os tornassem produtivos na sociedade. Somente na década de 70 que surgiu programas para as escolas indígenas com o objetivo de transformá-la, porém ainda com uma visão eurocêntrica.Atualmente houve um progresso por conta dessa visão. Uma boa parte dos alfabetizadores em áreas indígenas são indígenas. Outro progresso foi a transformação tecnoculturais nas escolas indígenas para que suas vidas sociais possam ser registradas.
Um ponto negativo a registrar é quando os jovens indígenas vão para as escolas das cidades vizinhas estudar, deixam de lado algumas da marcas mais significativas de sua cultura, por parte das chacotas dos estudantes não índios, ocorrendo um choque cultural.
O que se espera é que os professores indígenas possam rever suas linhas de trabalho, pois cabe a eles elaborar um currículo que garanta o direito e a diversidade de sua etnia.

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