sábado, 12 de março de 2011

Sujeitos e saberes da Educação de Jovens e Adultos

Imagem disponível em: http://www.classichitspaulista.com.br/2011/01/cursos-supletivos-recebem-inscricoes/



O texto Sujeitos e saberes da Educação de Jovens e Adultos,   apresentado no Módulo 3 Unidade 1 do Curso Diversidade e Cidadania, nos mostra como acaba por ser constrangedor, para alguns adultos, não saber saber ler e escrever. Precisar pedir ajuda, informações para executar o que achamos simples no nosso di-a-dia, porém para estas pessoas não. Em pleno século XXI são mais de 20 milhões de analfabétos absolutos e 30 milhões de analfabetos funcionais.
Ao retornarem para a escola, esses adultos se deparam com um modelo de ensino não mais como estavam acostumados: o professor detentor do saber. As cartilhas que traziam a silabação e muitos se mostram resistentes ao novo ensino.
Pessoas com mais de 15 anos - mesmo na condição de alunos - não são crianças crescidas. Da mesma forma que, no trabalho, um senhor de 50 anos não ouve do chefe "Vamos fazer um relatório bem bonitinho", ele não deve vivenciar situações como essa na escola.
O trato infantilizado é um dos motivos da evasão nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nasce com a ideia equivocada de que se deve dar ao estudante, jovem ou adulto, o que ele não teve quando criança. Por causa disso, é preciso também mudar a abordagem e, muitas vezes, o conteúdo. Trabalhar com material didático infantil sem levar em conta as expectativas de aprendizagem e os conhecimentos prévios é um equívoco com a mesma raiz.
A EJA tem de ser encarada como um atendimento específico, que pede um currículo próprio. Só assim o grupo vai aprender e tomar consciência do que está fazendo. Se o educador quiser abordar a origem do ser humano, deve tratar o tema de forma adulta, com respeito à diversidade religiosa - sem se desviar das propostas curriculares - e aprofundar a discussão científica, mais do que faria numa turma de crianças.
E, embora a necessidade de respeito à vivência prévia valha para todos os alunos, seja lá qual for a idade deles, no caso de jovens e adultos essa é mais uma premissa fundamental. Cantigas e parlendas - usadas na alfabetização dos pequenos - podem ser substituídas por poesias, mais apropriadas para os leitores mais velhos.
Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/modalidades/infantilizar-estudantes-eja-432129.shtml

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